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terça-feira, 24 de maio de 2011

Criado por: Sílvia Fonseca
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Guião Técnico

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Narração Jornalística

No Instituto Português de Oncologia do Porto existe o Serviço de Cuidados Paliativos. Composto por 20 quartos e por uma equipa que vai desde médicos a nutricionistas o IPO é um dos serviços mais antigos do país que conta já com 15 anos de experiência.  
Muitos são aqueles que não conhecendo este serviço, repudiam-no, pensam que é “a enfermaria da morte” e que para lá só vão aqueles que têm poucas hipóteses de cura.
 Mas quem entra nesta Enfermaria logo se surpreende. Num lugar onde as pessoas sofrem, há sempre alguém com um sorriso, com uma palavra amiga e um abraço, pequenos grandes actos que proporcionam a estes doentes um conforto quase comparável à sua própria casa. 
“Eles trabalham não só com a sua sabedoria mas principalmente com o coração, e parecem todos escolhidos a dedo, tanto médicos como enfermeiros, todos, só posso dizer realmente que isto é maravilhoso.” Manuela Carvalho (esposa de um doente com cancro)
A medicina paliativa investe na qualidade de vida, e segundo um artigo do Diário de Notícias de 20 de Julho de 2007, 80% dos oncologistas afirmam que os Cuidados Paliativos evitam a eutanásia. Mas, para alguns médicos o facto de não terem formação para cuidar destes doentes e muitas vezes não conseguirem prolongar a sua vida trata-se de um fracasso pessoal e profissional.
 “Os profissionais é que ainda não estão preparados para lidar com este tipo de doentes, e aí sim, aí nós temos por exemplo um doente a gemer com dores dia e noite e temos um doente que não dorme todo a noite, e ai não vou prescrever, não oh doutor mas está com dor (…) vai prolongar a vida por mais dois dias com sofrimento?” Enfermeira Ana Melo (nos serviços de cuidados paliativos do IPO)
Apesar de se verificar uma evolução nos diversos serviços de Cuidados Paliativos, Portugal ainda se encontra muito aquém de alguns países, como por exemplo o Canadá que já usufrui deste serviço desde meados dos anos 70.
Segundo José Pereira, médico nos Serviços de Cuidados Paliativos, “no Canadá um doente que custa 1500 dólares por dia num Hospital normal, numa unidade de Cuidados Paliativos custa de 300 a 400 dólares, pois só 5 a 10% desses doentes necessita de exames caríssimos”.
Para além da falta de formação do pessoal de saúde, também as famílias destes doentes muitas vezes não estão devidamente informadas sobre os serviços de cuidados paliativos.
“Normalmente acontece que temos que fazer um trabalho de desmontagem uma falsa, uma má percepção do que são os cuidados paliativos (…) há outros que por não aceitarem que as coisas estão a chegar ao fim (…) e no fundo é essa imagem que as famílias querem e toda a gente quer (…) que estejam bem, o mais tranquilo possível” Dr.ª Carolina Monteiro (chefe dos cuidados paliativos do IPO)
É impossível dizer se a dor física é mais intensa que a psicológica, ambas são muito fortes e acabam por afectar o doente e as suas famílias.
“Há um sofrimento físico muito grande que há posteriori nos dá um sofrimento psicológico agravado pela dor física e por outros tipos de dorEnfermeira Ana Melo (nos serviços de cuidados paliativos do IPO).
“Há pessoas que se entregam e outros que lutam, lutam e lutam até ao dia que fecham os olhos” Dr.ª Carolina Monteiro (chefe dos cuidados paliativos do IPO).
Uma unidade como esta deveria existir em todos os centros hospitalares de Portugal, só assim seria possível apaziguar a dor destes doentes em fase terminal.
“Eu não queria ter cancro, mas se tivesse gostaria de morrer aqui” Manuela Carvalho (esposa de um doente com cancro).

(Leitura do Poema)

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Poema usado na PAT

Poema lírico-juvenil
Emile Brontë 

A vida, acredita, não é um sonho
Tão negro quanto os sábios dizem ser.
Frequentemente uma manhã cinzenta
Prenuncia uma tarde agradável e solarenga.
Às vezes há nuvens sombrias
Mas é apenas em certos dias;
Se a chuvada faz as rosas florir
Ó porquê lamentar e não sorrir?
Rapidamente, alegremente
As solarengas horas da vida vão passando
Agradecidamente, animadamente
Goza-as enquanto vão voando.
E quando por vezes a Morte aparece
E consigo o que de Melhor temos desaparece?
E quando a dor se aprofunda
E a esperança vencida se afunda?
Oh, mesmo então a esperança há-de renascer,
Inconquistável, sem nunca morrer.
Alegre com a sua asa dourada
Suficientemente forte para nos fazer sentir bem
Corajosamente, sem medo de nada
Enfrenta o dia do julgamento que vem.
Porque gloriosamente, vitoriosamente
Pode a coragem o desespero vencer.
Emile Bronte
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Página IPO - Porto

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Portal da Saúde - Cuidados Paliativos

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Sinopse:

Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias.